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Quais são as atuais perguntas da sua existência?

As perguntas certas para a sua atual existência – Uma introdução à importância das questões necessárias para compreender a proposta da sua vida.

As pessoas querem respostas para quase tudo o que não sabem ou não entendem. É sempre assim, em especial sobre as coisas mais importantes da vida, mas não conseguem respostas que esclareça tudo o que acontece com elas. E ficam perdidas, sem entender, ou a tomar decisões pelos entendimentos errados que fez.

Mas, afinal, qual o verdadeiro problema que as impede de as conseguirem saber para trazerem entendimento dos seus bloqueios e soluções para suas vidas?

Sim, pois possuem problemas e precisam resolvê-los. Possuem angústias e precisam desfazê-las. Possuem desejos e precisam saciá-los. Possuem projetos e precisam concretizá-los. Possuem tantas coisas boas para acontecer, mas nada chega ao final, nada consegue fazê-las superar o bloqueio que há entre elas e a vida que tanto sonham (e precisam) ter. Faltam-lhes saber os motivos, e as respostas que possuem não lhes permitem atingir um grau de verdade.

A questão é sempre esta: tudo está muito concentrado na busca pelas respostas, pelos motivos e razões. Mas nunca desconfiam das perguntas que estão a fazer. As perguntas, nestes casos, são geralmente o início do problema, pois perguntas erradas ou incoerentes nunca levarão às respostas úteis que se deseja saber. O problema de não se encontrar uma solução ou alívio sempre está nas perguntas equivocadas, e nada mais.

Certa vez, atendi uma pessoa que desejava saber o motivo de não ter conseguido manter uma relação afetiva de longa duração. Sentia-se diminuída por nunca ter tido sucesso em suas relações, pois já havia conquistado “tudo” o que deveria ter conquistado: formação superior, pós-graduação, emprego, carreira, cargo elevado, casa própria, carro, férias no exterior, investimentos e a tal sonhada estabilidade financeira. Isso era tudo o que lhe diziam ser importante, mas não era tudo para ela, pois faltava-lhe alguém em sua vida.

Mas ela não se dava conta que o que ela tinha eram apenas coisas, objetos. Tudo o que ela havia acumulado era fruto das relações objetivas, de aquisição e posse. Nada tinha um peso subjetivo, interior, o suficiente para dar sentido às conquistas que tinha realizado na vida, e não foram poucas, afinal, e demandou imensos esforços dela. Conclusão: tais coisas não lhe preenchiam o seu vazio e ela precisava, assim, da “última coisa” que acreditava que lhe faltava: o amor.

Mas, como alguém que sempre foi objetiva em seus relacionamentos com a carreira, dinheiro, coisas, etc, poderia ser subjetiva com outra coisa? O amor, para ela, era mais uma coisa. Mas o amor é uma coisa, um objeto? Por isso nunca teve sucesso nos casos que teve! E, assim, seus relacionamentos foram todos objetivos. E isso significava, basicamente, sexo.

Havia uma coletânea de casos que envolviam, principalmente, o sexo casual obtido nos relacionamentos objetivos dos aplicativos e sites de relacionamentos, em que os contemporâneos robôs dotados de inteligência artificial assumiram uma posição, aparentemente irreversível, de cupidos a analisarem e a apresentarem perfis compatíveis. As pessoas acreditam que escolhem, é verdade, mas apenas dentro do universo que os robôs colocam como opções.

E o robô faz seu trabalho com imensa eficiência, faz mesmo certo, mas são perfis [objetivamente] compatíveis, isso mesmo, e nada mais do que isso. Um encontro objetivo, e nada mais. Muitas das vezes, nem mesmo encontro, mas direto para a cama, ou sofá, ou qualquer outro lugar. Um sexo objetivo, e nada mais.

Pode ser bom? Sim! Pode atingir sua função objetiva? Sim! E isto não se está em causa. O que está em causa é que, ela, como ser humano, não ficava bem quando era meramente objetiva nos relacionamentos. Mas há quem consiga ser. Por isso, o tal sexo casual que ela tinha nunca adentrava ao campo subjetivo, nunca a nutria como deveria ser, tal uma completa e profunda experiência sexual. E ela se sentia incompleta, triste e frustrada consigo mesma, e com a vida. Mesmo quando ela encontrava um bom companheiro, em que a “química” acontecia, nunca prosseguia em frente, pois o “acordo” entre eles era apenas o sexo, e nada além disso. Ela sabia que estava em algo em que sempre poderia se ferir ainda mais, e se preocupava com isto também.

A pergunta que ela se fazia era: “Por que razão não consigo um relacionamento duradouro?”. A resposta “certa” nunca vinha, pois tudo o que havia dentro dela era conteúdo objetivo, aquele que é a mera explicação do que acontece no mundo: relações profissionais, acadêmicas, comerciais, relacionais superficiais e todos os tipos de interações que ela tinha, mas todas objetivas, tais como contratos ou acordos que estabelecia. O acesso ao seu mundo subjetivo estava parcialmente bloqueado. E ela não conseguia adentrar à tal dimensão intimista, pois justamente suas perguntas eram incoerentes e as respostas vinham de sua objetividade.

A pergunta certa levou algumas sessões de mapeamento para ser descoberta, e foi-lhe muito útil. E, assim, no processo de mentoria que se seguiu depois do mapeamento realizado, ela pode perceber que a questão não era complexa nem impossível, como lhe parecia antes, mas carecia apenas de uma abordagem diferenciada, em uma dimensão em que não era suficiente apenas conhecer, mas sim explorar como deveria ser.

Muitos casos se assemelham a este, e sempre a questão recai nas questões incoerentes que são feitas. E fico a ver muitas destas pessoas que chegam ao mapeamento com perguntas que são realmente equivocadas, que não levam às respostas que serão suficientes para saber o que realmente se passa com elas.

Assim, um dos principais contributos do mapeamento é mesmo ajudar a elaborar as perguntas certas, que são aquelas que levarão as respostas úteis e que gerarão novas perguntas, em um processo produtivo e prazeroso de conhecimento de si, tão necessário para que se tenha uma vida proveitosa e produtiva.

Os melhores profissionais, as pessoas mais destacadamente “bem-sucedidas”, com fama, dinheiro e status, no mundo objetivo, são também, por vezes, as mais infelizes, as mais distantes de uma paz necessária a uma boa vida e não conseguem atingir a confortável quentura da alma. Isso explica, em alguns casos, as depressões em que algumas dessas pessoas mergulham e que, lamentavelmente, podem levar ao suicídio. Não faz o menor sentido algo tão brutal assim, por quem supostamente possui tudo o que todos desejam. Mas, nem tudo, a bem da verdade. Por isso é preciso perceber a importância das questões certas que precisam e devem ser sempre feitas!

Trabalharemos, aqui, com algumas destas questões, retiradas dos casos reais de Mapeamento e de Mentoria que são e foram realizadas por mim. Este é o primeiro artigo da série sobre as questões certas da existência. E, assim, poderá perceber que as dimensões existenciais precisam ser vistas e revistas, sempre, para garantir o máximo da vida, a melhor experiência existencial e que depende apenas da sua capacidade de pensar de forma diferente. O primeiro passo que recomendo, caso esteja a precisar resolver alguma crise importante na vida, é o mapeamento. Não se demore a mapear-se, caso esteja mesmo a precisar.

Leandro Ortolan

Leandro Ortolan

"Toda a grande obra supõe um sacrifício; e no próprio sacrifício se encontra a mais bela e a mais valiosa das recompensas." (Agostinho da Silva)

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