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Como quebrar uma maldição?

Talvez você tenha chegado até este artigo por pensar que há algo muito sério em sua vida, que lhe impede quase tudo de bom acontecer e leva a situações em que nenhuma explicação racional consegue explicar tanta dificuldade e impossibilidade de atingir o que pensa ser a sua realização. Eis o motivo de sua questão: “Como quebrar uma maldição?”

Vem o cansaço, a sensação de impotência, as perdas sucessivas e percebe que alguém, desafeto, poderia estar a gostar desta sua situação, que esta pessoa poderia estar não só apreciando sua derrota mas também sendo a responsável por tudo de ruim que acontece na sua vida. Se não há explicação racional, talvez deva ser mesmo coisa vinda de “outro mundo”. E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”.

Este mal pode ter sido “plantado” em sua vida há muito tempo atrás, por alguém que lhe rogou uma praga, ou maldição, e desde então sua vida só tem lhe trazido insatisfações e nada mais ficou como era antes. As possibilidades todas viraram impossibilidades, gradativamente, com portas e caminhos a se fecharem, uma a uma, bem à sua frente. Hoje, você está sem saída, sem esperança, sem perspetivas, e nem mesmo possui, ao menos, uma simples explicação racional sobre exatamente está a se passar contigo.

Assim, pensa, com todo o direito: “isso não pode ser coisa desde mundo, e só pode ser coisa do além, da magia do mal, das forças poderosas que me são incompreensíveis”. Daí busca ajuda, fala com pessoas supostamente que possuem afinidades ou “relações” com estes temas do além: magia, feitiçaria, coisas sobrenaturais, esoterismo, religiões que incorporam espíritos, mandingas, vudus, e tudo o mais que possa lidar com o que está para além da matéria física, ou seja, aquilo que é extrafísico. E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”.

E, alguém, logo cruzará pelo seu caminho e “confirmará” para você tudo aquilo de que já desconfia ser a causa do mal que lhe persegue. De que existe uma maldição ou até mesmo trabalhos feitos contra você, que lhe prejudicam e que derrubam todas as tentativas que faz de alcançar seus objetivos. Daí você pensa um pouco, ou quase nada, e fica com algum alívio, pois encontrou a confirmação sobre o “verdadeiro” motivo de todas as desgraças e insucessos que lhe têm ocorrido.

Aí, nesta ocasião, tem a certeza de que não há nada de errado com você, mas sim que sofre pela demanda que lhe fora enviada. Tudo o que imaginou, era verdade. Basta, apenas, desfazer estes trabalhos feitos contra você e tudo ficará melhor. Talvez, até mesmo seja possível devolver em dobro, para afirmar que não tem medo e possui um grande poder consigo. Olho por olho, dente por dente. Por que não?

E logo surgem os prestadores de serviços qualificados, especialistas que resolvem tudo para todos, por um preço determinado. Resolvem todas as vidas, exceto as deles, pois sempre estão em dificuldades, ou situação precária. Mas, acredite, já vi pessoas altamente qualificadas recorrerem a estes “profissionais” para que resolvessem seus problemas. Mas como há muito mais mistérios entre o céu e a Terra do que a nossa vã Filosofia pode conceber, tudo, talvez, seja possível.

Tais entendidos “profissionais” lhe dão a oportunidade de preparar alguns trabalhos, rituais ou dedicação aos espíritos ou às religiões. Você precisa “pagar” por algo, seja dinheiro, tempo, energia ou tudo isso e mais outra coisa. O pouco que tem, oferece, dá, confia e deseja que tudo fique melhor, flua, que portas e caminhos se abram, ou melhor ainda, se escancarem bem à frente, e rápido. A primeira coisa que se perde, antes mesmo do dinheiro, do tempo e da energia é a própria dignidade. Mas, isto, só perceberá bem depois, ao final deste processo obsessivo.

E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”.

Os trabalhos são feitos, e é bem verdade que logo vem uma melhora rápida, alguns indícios de que as coisas tiveram efeito. Uma pena que não durará muito, pois logo depois tudo ficará ainda pior do que antes, tudo desandará mais ainda, e você terá a certeza de que fizeram algo mais poderoso, mais forte, mais “arrojado” contra você.

E sabe que precisa agir novamente, e rapidamente, precisa pagar por algo mais forte, ou procurar alguém que tenha mais poder, ou se dedicar de forma mais intensa nas suas atividades religiosas ou até mesmo fazer algum sacrifício, algum tipo de pacto que entrega sua própria vida aos cuidados das entidades especializadas em combater os inimigos, pois são verdadeiras guardiãs do bem contra as forças do mal. Tão luminosas que, por serem imensamente humildes, aceitam trabalhar para tais feiticeiros ou “médiuns”, mesmo que nada consigam fazer para ajudar tais criaturas em suas próprias vidas. É, ou não é, assim?

Ah, mas pode ser que tenha tomado outros caminhos… (“Leandro, eu nunca paguei ou pagaria por um trabalho feito! Eu sou do bem e desejo praticar o bem, sempre. O que é isso?”)

Afinal, pode ser que tudo isto ocorra justamente para que cumpra sua missão, que foi um compromisso feito antes mesmo de nascer. E está na vida para isto mesmo, para lidar com algo maior, e precisa se ajustar a isto. Precisa se dedicar às santidades pois só assim receberá a proteção que precisa. Os sofrimentos são apenas uma forma de lhe lembrar isto. E não é por que as santidades são ruins, longe disso, mas porque foi você mesmo que pediu isso, para não correr o risco de falhar, antes mesmo de nascer. E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”.

É tudo culpa sua, por isso precisa se dedicar às atividades que os sacerdotes ou dirigentes religiosos lhe disserem. Há que se sacrificar pela vida eterna, e não se pode reclamar, pois precisa se resignar e obter o perdão, pois senão depois será ainda pior. Mas, ao aceitar esta missão atual, o tempo curará tudo. Tudo passará, mas é preciso ter fé, mesmo em meio à mais completa desgraça, sem fé, nada se resolverá. Isto é muito importante, por isso presta bem atenção: mesmo que se dedique integralmente, mas se isto for sem fé, de nada adiantará.

E vai assim sua vida, entre buscas e trabalhos, a se preocupar em contratar mais e melhores feiticeiros, saber das coisas secretas nas cartas, nos búzios, nas informações que médiuns e clarividentes lhe dirão, de estar em determinada religião, de trabalhar na caridade para acabar com o castigo que está a receber, visitar cachoeiras, cemitérios, encruzilhadas, sair do corpo, deitar, “catular”, rezar, e muito mais dentro do que a mente humana pode conceber como solução. Se há algo que pode ser feito, lá estará você!

E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”.

Em algum momento, antes, durante ou depois do que relatei até agora, irá procurar na internet sobre mais e mais possibilidades do que seja possível ser esta desgraça de vida, pois nada do que fez, nada resolveu. Ou mesmo está a desconfiar das propostas que lhe fizeram ou dos novos recursos que precisa obter para seguir em frente com as quebras de demandas, desfazimentos dos trabalhos, das aberturas de caminhos ou mesmo do fechamento do corpo, dos descarregos, dos banhos e dos rituais que precisa participar, e o que vier.

E, assim, estamos nós dois aqui, na internet. Você me achou! E chegou a minha vez de falar, ou melhor, escrever, o que é preciso você fazer para sair desta grande confusão que sai vida virou, mas nada ainda que não possa piorar ainda mais, não é? E, acredite, isto não é uma maldição que lhe faço, mas sim estatística pura e simples, da observação de anos e anos de casos muitos semelhantes ao que relatei.

Assim, cá estamos, neste texto que escrevo em um domingo, pela manhã, de um dia que parecerá ser muito lindo, cá em Portugal, na minha casa, que fica próxima à praia e que me traz uma refrescante brisa do Atlântico quando abro as janelas. Mas, agora, enquanto escrevo estas palavras, são seis da manhã, de um domingo. Alguém merece isto? Domingo, às seis da manhã, acordado? Não, não é uma maldição que me enviaram, antes que pense ser isto.

Acordei a esta hora por ter esquecido de “emudecer” o telefone, e assim, por volta das cinco da manhã recebi exatas oito mensagens de uma mesma pessoa, que estava a relatar seu problema, em textos e áudios, e a pedir, por ter lido alguns artigos meus sobre magia, que a ajudasse a “desfazer” os trabalhos que haviam sido feitos contra ela. Já sabia até quem fez tais “trabalhos”, e contou detalhes sobre esta pessoa, para que eu identificasse o ponto fraco e reafirmasse toda sua história.

Todos os dias, sem exageros, recebo ao menos uma comunicação assim, e sempre da mesma forma. Por isso que o “mercado” de feiticeiros nunca termina, pelo contrário, está sempre em alta, e as pessoas pagam por nada, por ilusões que raramente são verdadeiras. Dizem que os tolos e seu dinheiro nunca ficam no mesmo lugar. E é bem isso. Mas digo tolos com respeito, pois tenho empatia e compaixão por tais pessoas, visto que já fui assim, há mais de vinte anos, e paguei o preço por isto, talvez como você esteja a pagar agora. Senti tudo isso “na pele”.

E continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”. Mas não é só com você, está a perceber?

Explicarei melhor. Sou alguém que estudou a magia com profundidade a partir das minhas próprias frustrações pessoais, mas sem nunca me envolver em fazer trabalhos e demandas para ninguém. Nunca fiz isso. O que estudei foram casos e mais casos, que pessoalmente atendi, ou mesmo que acompanhei nos anos em que mantive um centro de estudos espirituais, ainda quando morava no Brasil.

Foram três anos com milhares de pessoas que passavam por lá e recebiam o atendimento da antigoécia, gratuito, por sinal, mas que era um processo mental de recuperação da razão, das forças emocionais para lidar melhor com os desafios que estavam a enfrentar. Não havia trabalhos, apenas exercícios mentais e emocionais. Funcionava muito bem, sem que nada pagassem, mas mesmo assim nada era muito duradouro, pois não era uma solução definitiva, apenas uma anestesia, um alívio, que logo cessaria seu efeito se mais nada fosse feito.

Com os anos, percebi que algumas dessas pessoas encontravam uma solução, mas não com a antigoécia, em si, e sim com a educação consciencial, com a autonomia espiritual que precisavam obter, de viver de acordo com sua própria essência e passar a ver a vida de uma forma mais ampla. Daí vieram os cursos de magia iniciática em que eu dava a fundamentação necessária da magia e dos processos obsessivos, e tudo isso sem nenhum ritual nem nada estranho, e isto evoluiu e depois formatei o curso de clarividência, que não tem como objetivo ver espíritos, mas sim a verdade, ou a própria realidade. E, por vezes, ao se ver a verdade, percebe-se muitas das coisas extrafísicas da realidade maior, para alguns, tais como presenças e perceções espirituais. A sensibilidade passa a ter uma dimensão de novos significados.

Tudo progrediu, aprendi com os processos de refazimento das pessoas com as minhas metodologias, e reconstruí toda a forma de abordar estes problemas, e alguns outros, até que pude perceber que a solução para isto fosse possível ser sistemática e funcional. Hoje tenho tudo o que é necessário para receber quem esteja com este mal da suposta maldição. Posso levar uma pessoa de uma situação de estagnação e infelicidade a uma situação de plenitude e saciedade com a vida. Afinal, é preciso atingir a completude!

Mas só consigo fazer isto para aquelas pessoas que aceitam abrir suas mentes para verem a verdade, e deixar de lado esta teoria de maldição, que raramente existe. Funciono como um guia, um mentor temporário, e nada mais. A responsabilidade do agir é da pessoa, que precisa passar por um processo de reeducação consciencial, espiritual e sensitiva. E, quando existe esta decisão de autorresponsabilidade, já é suficiente para eu colaborar para reconstruir a vida de quem deseja isto.

Mas, afinal, como se resolve o fim das maldições? (1) Antigoécia, (2) aprendizado sobre os fundamentos e processos de magia, (3) mapeamento existencial e (4) sessões de mentoria. Três passos importantíssimos que não só aliviarão os sofrimentos existentes, mas ainda, que levará a pessoa de volta à plenitude de uma vida próspera e saciada. Quando a pessoa se sente existir plenamente e com todas as possibilidades disponíveis, ou seja, todos os caminhos abertos.

Ainda que a maioria não irá acreditar nisso, é o que tenho a oferecer, e nada mais do que isso. De cada vinte pessoas que me enviam mensagens, apenas uma ou duas que aceitam o que tenho a oferecer. E digo, aceitam pelo desespero ou pela curiosidade, sem muita convicção, pois duvidam muito que isto irá resolver. Estas vinte de cada vinte pessoas queriam mesmo, realmente, que eu propusesse um “trabalho” feito, mas não apenas um trabalho, mas “O” trabalho (!), o super-mega-hiper-blaster-trabalho, e que lhes cobrassem um valor qualquer. Não importa se fosse cobrar algo barato ou caro, mas somente ao cobrar por algo, mesmo impossível, já daria para elas a confirmação de que era isso que estava a afetar suas vidas, percebe? Esta certeza é que buscam, mais do que a solução em si. Já estão viciadas.

Das pessoas que aceitam pagar, mais as “iniciantes”, pensam que elas irão dormir e quando acordarem, pela manhã, estarão em um mundo feliz e perfeito, quase paradisíaco, em que tudo o que desejam será uma realidade. É exatamente assim que pensam, sinceramente. Ainda não sofreram o suficiente. Por isso, tantos aproveitadores canalhas e bandidos nestes meios “esquisotéricos”. Cada qual com sua lábia, poderes e seus “santos fortes”.

Se você passa por isso atualmente e realmente deseja sair dessa situação de suposta maldição, é preciso, antes de tudo, honestidade! Ser honesta consigo mesma. É o primeiro passo. O que está a buscar? Possui honestidade para aceitar a verdade, a realidade? Quer uma solução ou uma desculpa? Eis o primeiro passo! E quanto aos demais, não se preocupe. Apenas dê o primeiro. E tudo ficará beeemmmmm diferente. Experimente, nada lhe custará!

Ainda continua a questão a martelar a sua mente: “Como quebrar uma maldição?”. Creio que agora nem tanto! Se não mais escutar sua mente questionar “Como quebrar uma maldição?”, é sinal de que já está quase a dar o primeiro passo. Falta pouco. E depende só de você. Precisa aprender a lidar com a indecisão! Mas já está a ir na direção certa, afinal.

Leandro Ortolan

Leandro Ortolan

"Toda a grande obra supõe um sacrifício; e no próprio sacrifício se encontra a mais bela e a mais valiosa das recompensas." (Agostinho da Silva)

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