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Aderência

A aderência é o nível de adesão ideológica, independente se há ou não o conhecimento da tal influência transcendental, ou se esteja em uma realidade artificial absurda, ou se haja o estranhamento ou a hesitação – uma maior aderência desprezará tudo isso e fará seguir em frente.

E sempre será assim se o interesse no que está fantasiosamente a ser apresentado for maior do que a realidade mais simplória da vida e, assim, podemos afirmar que tanto maior for o deslumbramento ideológico, maior será a aderência à ideologia. São profundamente aderentes os crentes moralistas, mas não apenas estes, pois todos temos nossos pontos fracos, nossas vulnerabilidades, ou “botões”.

Vale perceber que a aderência é voluntariosa e quase sempre consciente, e surge do que vem das possibilidades, quando há a capacidade de se perceberem as oportunidades presentes, obviamente, ao se estar aderente. É o estado de legitimidade para receber os bônus pela fidelidade ideológica. Não é nada compulsório, mas sim fruto dos interesses mais profundos dos indivíduos, que chegam mesmo às bases morais. A fuga é impossível, pois sempre se acaba voltando para a ideologia, pois nunca se está totalmente fora dela.
Mas a ideologia não é a produtora de nada, ela é o próprio produto. Ela não vive, mas é vivida. É um produto que atrai, seduz, e faz com que todos se movimentem por ela, e em sua direção. Eis a diferença.

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