glossário do esquema conceitual do possível serdual - Dança Dialética

Dança Dialética

“…E isto se dá e sempre se deu pela dialética. O erro foi manter a dialética apenas nas esferas filosóficas das práticas intelectuais academicistas quase sempre distantes do cotidiano. Se há uma boa razão para popularizar a Filosofia, há que se popularizar primeiro a dialética. A dialética é como a dança de Nietzsche, o que daria um ritmo mais favorável à vida para aqueles que a dançassem, pois é parte das construções, das métricas racionais, um tanto do tempero que daria gosto sedutor ao pensamento. Já bastaria este reconhecimento sinestésico para um grande progresso intelectual coletivo.

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E é a dialética a confrontação de ideias, no palco das argumentações, através do diálogo, ou mesmo do debate, que sempre abre caminhos para depurar as convenções que existem, por vezes insuficientes de explicarem o que se deseja. Por isso, entre a imanência e a transcendência faz-se necessário sair do mundo como o conhecemos, tangível, que nos foi definido como único possível, ou talvez o melhor possível, e ascender para o mundo mental, seja este próprio ou coletivo, e isso se dá pela consciência, pela abstração, pela dança nietzschiana. E é um caminho desbravador, com base na linguagem, na livre exploração, mas que nem sempre levará aonde se esperava chegar, mas também sempre leva a melhores oportunidades, no mínimo, e com consciência acerca delas.

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A dialética talvez seja a melhor ferramenta que realmente eleva a compreensão humana a níveis superiores. É ela quem dá uma dimensão entre o que seja imanente, transcendente, possibilidades, oportunidades, ameaças e tudo o mais. Ainda que não se descubra tudo, acabará por perceber que nem tudo lhe é conhecido e, assim, já não possuirá tantas certezas, que antes lhe levariam a possíveis erros. Conhecer a própria ignorância é algo mais desejável do que o conhecimento da suposta sabedoria que geralmente nunca se tem.” (em O Guia Cínico e Selvagem dos Jogos da Vida, Cap. X)

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