glossário do esquema conceitual do possível serdual - livre arbítrio

Livre Arbítrio

Há um ensaio escrito sobre o a ação humana, em relação ao determinismo, livre arbítrio e compatibilismo, especificamente a abordar a temática da Filosofia da Ação. Clique aqui para saber mais.

“Quem defende o livre arbítrio defende que a pessoa tenha sempre o poder exclusivo de deliberar apenas segundo os seus próprios desígnios, e apenas desta forma. No livre-arbítrio radical e ativo, todas as ações são deliberadas, sem exceção, e de única responsabilidade de quem as executa. Na modalidade passiva, menos radical e latente, é possível que a pessoa, ainda que execute algumas ações que lhe sejam determinadas por uma instância exterior, ou superior, continuará a ter consigo capacidades suficientes para não as fazer, se assim desejar. E este é um campo minado, em especial nas questões cívico-hierárquicas e de responsabilizações jurídicas como, por exemplo, nos crimes de guerra cometidos por quem estava convicto de apenas cumprir ordens.” (em O Guia Cínico e Selvagem dos Jogos da Vida, Cap. V)

Talvez até seja mesmo o conceito do livre arbítrio a versão da máscara mais amistosa e conhecida deste espírito dominador e possessivo, que a usa para dissimular as dúvidas acerca dele e, assim, se apresentar como amável e desejoso, e principalmente completamente alinhado com as possibilidades, o que lhe será sempre o mais importante, afinal. Para quem defende o livre arbítrio como mantra, tudo lhe é possível, pois são os devotos mais suscetíveis às dominações, e basta saber quais as possibilidades que o dedicado sujeito valoriza para influenciar exatamente no que ele deseja, tal como fazem os algoritmos das inteligências artificiais das redes sociais ao nos oferecerem o que nos seja mais interessante, hipnoticamente, ainda que façam isto de forma bem menos eficientemente do que este espírito obsessor é capaz de fazer.” (em O Guia Cínico e Selvagem dos Jogos da Vida, Cap. XII)

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