glossário do esquema conceitual do possível serdual - volição

Volição

“A vontade se dá pelo surgimento da oportunidade que surge da relação consciente, pois é uma força quase imanente, a buscar o potencial imanente. A volição se dá pela autoconsciência, a se posicionar dentro de todas as possibilidades, pelos próprios conteúdos que possui e que, assim, adentra às dimensões das regras, da ordem simbólica e de sentimentos como a empatia, por exemplo. Animais possuem isto, mas nem sempre de forma suficiente para que sua volição seja superior à sua vontade.” (em O Guia Cínico e Selvagem dos Jogos da Vida, Cap. XI)

“Assim, a ética está muito mais enraizada nas razões consciente para agir, ao nível da volição. Nos nossos constrangimentos autoimpostos que precisam estar sob a judicie racional e dotada de valores compartilhados. E isto é muito mais ambicioso do que apenas focar nos objetivos da ação, que são as possibilidades. Os constrangimentos da volição, pela autoimposição que sempre fazemos a nós mesmos, sacrificialmente, em nome de algum bem maior que vislumbramos, são o que melhor percebemos da prática ética – e que sempre nos acaba por consolar, pelas renúncias jogadas no abismo.

Por isso que é a ética as possibilidades das possibilidades, a desejar a eliminação dos obstáculos e dos conflitos para atingir o mundo ideal, sempre a aspirar a ser ela própria a produtora do nosso ‘bom feitio’. É por isso que uma condução ética, sem deixar de se preocupar por chegar a um determinado destino, busca definir a melhor forma de conduzir até lá, eficientemente, e não necessariamente a mais vantajosa, e que não seja dotada de nenhum tipo de ameaças, prejuízos ou danos, para ninguém. (em O Guia Cínico e Selvagem dos Jogos da Vida, Cap. XXXIV)

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