Leandro Ortolan – Filósofo e Pesquisador

Filósofo e Pesquisador

Em seu modo de ser, Leandro Ortolan é filósofo e pesquisador, mestrando em Ética e Filosofia Política pela Universidade do Porto, Portugal, e já tendo concluído o Curso de Mestrado na íntegra e com êxito total. É cidadão ítalo-brasileiro que tem prazer em compartilhar suas histórias de vida pelo mundo, muitas delas realmente inusitadas e inacreditáveis. E também é um grande entusiasta das possibilidades não exploradas da vida contemporânea. Saiu do Brasil em 2016 e está a residir nos últimos anos em Portugal, já a prever o próximo destino. Antes de chegar à Portugal, passou pela Tailândia, Vietnam e Itália.

Em seu modo de existir (para além do Leandro Ortolan Filósofo e Pesquisador) é alguém que se questiona e que sente a necessidade de formar novas perguntas sobre as bases mais importantes da existência. As respostas atuais, para ele, sempre são menos relevantes pois já estão contaminadas pela perspetiva ideológica dominante. Acredita que nas perguntas ainda a serem formuladas estão as verdadeiras razões das inquietações da alma, pois já trazem nelas mais informações do que se pode perceber das que existem soltas pelo mundo. As verdadeiras razões da intencionalidade já estão nas próprias questões mais relevantes. E as suas não são poucas e nem rasas.

O início da busca

Foi fundador da MenteNova (“onde tudo começou”), uma organização espiritualista que operou em sede física em São Paulo, no bairro de Santana, por cerca de três anos, aberta ao público em geral, gratuitamente, com estudos das questões espirituais, mas sem vínculos religiosos, e era tão plural que até chegou a receber o presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos – a ATEA, para uma icônica conversa aberta sobre o ateísmo. Também abria a instituição às diversas religiões, principalmente as de matrizes africanas, nas quais ele percebe imensa sabedoria expressa nas suas tradições e divindades.

A busca

A sua busca sempre foi em todas as dimensões do saber. O contributo mais importante destes tempos foi o início de uma observação criteriosa e ostensiva sobre as buscas que as pessoas faziam nos tratamentos chamados de espirituais – palestras, passes, sessões de desobsessão, de antigoécia, etc – e correlacioná-los com um padrão que começou a tomar corpo anos depois, e que culminou no mapeamento existencial, atualmente praticado e isento de quaisquer espiritualismos ou ritualísticas. Mas, sem aqueles tempos, seria talvez impossível chegar ao que se tem agora.

Depois destes três anos, as atividades da MenteNova passaram a ser digitais, pela internet, onde fez muito sucesso em termos comerciais e de público, quando passou a vender cursos e participações online em turmas de estudos.

Uma saída é também sempre uma nova entrada

Ao sair do Brasil, estava desanimado com os conteúdos da MenteNova, e com todo o “mundo” espiritualista representado pelos supostamente espiritualizados (e nada espiritualizados, na dura verdade), e, ao ingressar na Licenciatura de Filosofia por motivos inusitados, para incentivar a vida acadêmica para alguém muito especial para ele, se deparou com um novo mundo de possibilidades mais “sérias” e deixou de vender os cursos mais “espiritualizados” e místicos, sempre os mais procurados. Não mais os vendeu por não mais acreditar nos seus conteúdos – e estava a adentrar mais profundamente na sua fase niilista, e percebeu o quão limitado estava, e por tal motivo se afastou progressivamente de tais temáticas, por uma boa razão para ele. Foi o primeiro “estrago” da Filosofia em sua vida – que o fez acelerar e aprofundar o seu ceticismo, mas com otimismo que encontraria algo bom a partir deste mergulho de cabeça no abismo – e encontrou.

Ao terminar a Licenciatura, fundou a SerDual, uma nova proposta de conteúdos online com abordagens filosóficas que levam à construção de programas conscienciais para que se possa “existir plenamente” – quando se abordam as questões abissais de forma clara e diferenciada, a suprirem as incompletudes existentes entre os modos de ser e de existir. É a praxis filosófica muito exercitada pelos filósofos clássicos da Grécia Antiga.

Algo surgiu, nasceu e tem crescido desde então

Tal premissa recai também na metodologia desenvolvida por ele a partir de seus dias em Chiang Mai, na Tailândia – a do mapeamento existencial, que foi aprimorado e ganhou uma robustez impressionante, no qual busca-se perceber a alocação estrutural que cada um possui, e é produzido um mapa existencial com forte avaliação comportamental correlacionada com a posição que se está a ocupar na estrutura, a perceber o marketing e a ideologia a qual está subordinado. É uma proposta terapêutica que tem se mostrado bastante promissora, desde a fase final de desenvolvimento e aplicações, sempre muito satisfatória, até então.

O que se busca, com o mapeamento existencial é perceber a si próprio como eterno, em estado de existência e dotado das infinitas possibilidades ideológicas. É também perceber a si como parte de uma estrutura, em diversas instâncias ou dimensões com as quais há relações e posições, e assim compreender as razões dos conflitos íntimos, das dores e sofrimentos que habitam a mente.

E tudo parte da consciência da própria dualidade, pois somente assim é possível transcender à sufocante pressão existencial do abismo. Abordam-se os valores da individualidade e da estrutura, em último recurso, que cada um possui em si como apreensão realizada e fora de si como referencial de falta.

Por isso, crê na importância do mapeamento existencial, uma promessa para se fazer a diferença, e de acordo com tudo o que vem apresentando não apenas na sua primeira publicada, mas por toda a sua vida, sempre a indagar o existente, e a buscar perceber mais o inexistente do que o existente. Há mais, para além de nosso conhecimento – e isto é o que podemos ser, o que poderemos vir a ser. Isto o define, mas não o limita, todavia.

E este é Leandro Ortolan Filósofo e Pesquisador, sempre em imensa transformação.

Leandro Ortolan Filósofo e Pesquisador

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